A Discalculia na aula de Matemática da 4ª Classe: as percepções dos agentes de educação e as possíveis estratégias de intervenção para lidar com os alunos afectados

Abstract

As dificuldades de aprendizagem verificadas na disciplina de Matemática, particularmente nos alunos da 4a. classe estimularam o desenvolvimento do presente estudo. A investigação desenvolveu-se tendo como problema: Quais são as percepções dos professores do Ensino primário e do pessoal técnico do gabinete psicopedagógico sobre a discalculia e das estratégias/práticas necessárias para lidar com os alunos afectados? Deste modo, o propósito da investigação foi de compreender o nível de percepção que os professores do Ensino primário e do pessoal técnico do gabinete psicopedagógico possuem relativamente a discalculia e as formas de intervenção para com os alunos afectados. Para o efeito, o estudo adoptou por um design descritivo, numa abordagem mista (qualitativa-quantitativa), com uso de três técnicas (entrevista, Observação de aulas e Questionário). O estudo permitiu concluir, em função dos dados recolhidos, os seguintes: i) 5(55,6%) dos professores embora tenham tratado nos diferentes níveis de Ensino sobre dificuldades específicas de aprendizagem, mas particularmente sobre a discalculia nunca se abordou, por isso a tabela 19, mostra que eles têm desde baixo a moderado conhecimento em relação a discalculia. E a definem como sendo um conjunto de dificuldades que os alunos apresentam nos cálculos matemáticos. Afirmando que não estão em altura para lidar com alunos discalcúlicos; ii) Para os professores os factores que levam os alunos a cometerem erros nas operações matemáticas básicas são: a falta de preparação dos professores das classes anteriores à 4a. classe e os problemas que acontecem no seio familiar. Mas indicam a discalculia como sendo a origem neurológica das dificuldades de aprendizagens de seus alunos com 60%; iii) Os professores não percebem que algumas dificuldades de aprendizagens que se manifestam no processo de Ensino e Aprendizagem nos alunos da 4a.classe são de origem neurológico; iv) Os professores não conhecem os sintomas e a forma como devem lidar com os alunos afectados pela discalculia; v) O pessoal técnico do gabinete psicopedagógico têm uma aproximação do que é a discalculia, mas não dispõem de muitos conhecimentos de como lidar e tratar da mesma.

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