Contextualização Curricular e Aprendizagem Ativa: Proposta para a Disciplina de Mecânica dos Fluidos do Curso de Engenharia Mecânica da Universidade do Namibe
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Diversos autores têm vindo a referir a necessidade de se investir didácticamente
no Ensino Superior, nomeadamente em disciplinas da área da Física. As razões
para tal advêm de características desse nível de ensino e da natureza da
disciplina, ainda muito voltado para a transmissão de conhecimentos pelo
professor sem uma componente experimental, e cujos conhecimentos são
apresentados, frequentemente, de um modo descontextualizado, quer dos
Cursos, quer da vida profissional futura dos estudantes. Na qualidade de
membro da comunidade académica da Faculdade de Engenharias e
Tecnologias (FET) da Universidade do Namibe pretende-se, com este trabalho,
caracterizar e sugerir melhorias da situação de ensino da Mecânica dos Fluidos
I (MFI), unidade curricular ministrada no 2º ano do curso de Engenharia
Mecânica. Para descortinar a situação, foi realizado o presente estudo norteado
pelo seguinte problema de investigação: como uma estratégia didáctica
centrada na contextualização curricular e na aprendizagem activa pode
melhorar o Processo de Ensino e Aprendizagem (PEA) da MFI dos estudantes
do 2.º Ano do Curso de Engenharia Mecânica da FET? O trabalho iniciou-se
com um diagnóstico realizado a docentes e estudantes do 2º Ano do Curso,
diagnóstico este que, globalmente, confirmou a pertinência de se propor novas
abordagens para o ensino da unidade curricular, sendo este o objectivo geral
do trabalho. Para o alcance do objectivo, efectuou-se, numa 1.ª fase a
caracterização inicial do estado actual do PEA da unidade curricular de MFI na
FET com base na análise documental do Programa da unidade curricular, fichas
de exercícios e provas usadas, assim como resultados de um questionários
aplicado a docentes e estudantes. Numa 2.ª fase fundamentou-se teoricamente
o PEA da Física, em especial com base nos princípios da aprendizagem activa
e na contextualização curricular, e elaboraram-se propostas didácticas,
passíveis de serem inseridas numa nova estratégia didáctica. Por fim, e numa
3.ª fase, validaram-se as referidas propostas através da sua apreciação por um
grupo de sete (7) professores peritos que consideraram as propostas claras e
inovadoras.